Uma nova espécie de dinossauro gigante foi descoberta nas margens do Rio Volga, perto do vilarejo de Slantsevy Rudnik, a cerca de cinco quilômetros de Ulyanovsk, na região central da Rússia. De acordo com a equipe de paleontólogos, o animal viveu há cerca de 130 milhões de anos e sete de suas vértebras resistiram ao tempo.

Em homenagem à região, a espécie extinta foi batizada como Volgatitan. Os ossos eram da cauda de um animal adulto, que pesava cerca de 17 toneladas. Ele pertencia à família dos saurópodes, herbívoros gigantes com cauda e pescoço compridos, que habitaram o planeta entre 200 milhões e 65 milhões de anos atrás.

Esta não é a primeira descoberta paleontológica na região. Em 1982, Vladimir Efimov encontrou três grandes vértebras que despencaram de um penhasco. Entre 1984 e 1987, outros fósseis foram descobertos. O novo estudo foi publicado na última edição do periódico “Biological Communications”.

— No início dos anos 1990, Vladimir Efimov mostrou fotografias dos ossos a Lev Nesov, um bem conhecido paleontólogo de Leningrado — relembrou Alexander Averianov, da Universidade São Petersburgo, contando que Nesoy, que reconheceu naqueles ossos um exemplar de saurópode, da família dos braqueossauros. — Em julho passado, eu consegui visitar Nesoy em Undory e estudar os ossos, e determinei que eles pertenciam a esta nova taxonomia de titanossauros.

O nome científico da nova espécie é Volgatitan simbirskiensis, em homenagem ao Rio Volga e à cidade de Simbirsk, hoje Ulyanovsk. Na Grécia Antiga, os Titãs eram deuses conhecidos por suas dimensões e, na tradição paleontológica, a palavra é usada para identificar saurópodes do grupo dos titanossauros.

Os ossos descobertos na margem do Rio Volga, na Rússia

Junto com o Volgatitan, 12 espécies foram nomeadas cientificamente na Rússia, sendo apenas três saurópodes: Tengrisaurus starkovi, Sibirotitan astrosacralis e Volgatitan simbirskiensis. Os dois primeiros foram estudados por cientistas da Universidade São Petersburgo, em 2017. Segundo Averianov, a descrição de novas espécies se tornou possível em anos recentes graças ao progresso no entendimento da anatomia dos dinossauros.

— Antes se acreditava que a evolução dos titanossauros teria acontecido principalmente na América Latina, com alguns animais se movendo para a América do Norte, Europa e Ásia apenas no fim do Cretáceo — afirmou o paleontólogo. — Entretanto, o recém descrito Sibirotitan e a descoberta do Volgatitan indicam que os titanossauros no início do Cretáceo estavam muito mais espalhados e, talvez, importantes estágios de sua evolução aconteceram na Europa Oriental e na Ásia.

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