A morte de personagens centrais na trama é uma das marcas do blockbuster “Game of Thrones”, tanto que cientistas da prestigiada Universidade Macquarie, na Austrália, realizaram um estudo para identificar quais características podem ser determinantes entre quem vive ou morre no seriado. Os resultados, publicados no periódico “Injury Epidemiology, mostram que trocar de alianças pode ser uma boa estratégia de sobreviver no mundo criado por George R. R. Martin.

Os pesquisadores coletaram dados de mortalidade e sobrevivência de 330 personagens de todos os 67 episódios exibidos entre a primeira e a sétima temporada. Foram consideradas informações sobre o status sociodemográfico, incluindo sexo, status social, ocupação, religião e alianças, além das circunstâncias das mortes.

— O risco de morte é alto entre os personagens de “Game of Thrones”. Ao fim da sétima temporada, mais de metade dos personagens morreram — 186 dos 330 incluídos no estudo —, sendo as mortes violentas a causa mais comum até agora — afirmou o epidemiologista Reidar Lystad, líder do estudo.

Mulheres têm menos riscos de morrer que os homens, e trocar de aliança, como fez Tyrion Lannister ao trocar a Casa Lannister pela Targaryen, aumenta as chances de sobrevivência. O risco de morte também é maior para personagens com menor status social, que não possuem títulos de lady ou lorde.

A maioria das mortes aconteceu em Westeros (80,1%) e o local mais comum foi dentro de residências. Ferimentos, particularmente na cabeça e no pescoço, foram responsáveis por 73,7% das mortes, incluindo 13 decapitações, seguidos por queimaduras (11,8%) e envenenamento (4,8%).
As circunstâncias mais comuns das mortes foram ataques (63%), operações de guerra (24,4%) e execuções legais (5,4%). Das 186 mortes registradas, apenas duas foram por motivos naturais: Meistre Aemon e a Velha Ama, que morreram de velhice.

— Apesar de os resultados não serem surpreendentes para os espectadores, nós identificamos vários fatores que podem estar associados com melhor ou pior taxa de sobrevivência, o que pode nos ajudar a especular quem resistirá à temporada final — afirmou Lystad.

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