Num flagrante extremamente raro, pesquisadores do Programa de Pesquisas em Mamíferos Marinhos da Universidade do Havaí, em Manoa, filmaram uma baleia jubarte e seu filhote momentos após o nascimento. O parto havia acontecido há tão pouco tempo que foi possível observar sangue saindo da mãe e a barbatana dorsal do filhote ainda mole.

As imagens foram capturadas na costa da ilha de Maui, por um drone pilotado pelos pesquisadores. O diretor do projeto, Lars Bejder, estava filmando outras baleias na região, quando recebeu o chamado de um guia turístico local.

“Eles viram muita espuma e movimentação na água e não sabiam o que estava acontecendo. De repente, surgiu o sangue na água, o que nos fez ir para lá rapidamente, onde descobrimos um filhote recém-nascido”, contou Bejder, em comunicado.

Por falta de registros, os cientistas pouco sabem sobre como as baleias jubarte dão à luz. As águas do Havaí são reconhecidas como berçário da espécie, com o retorno das baleias no início do ano após a migração anual para o Alasca. Porém, nas últimas três décadas, nenhum nascimento foi documentado.

Os cientistas sabem que a gestão dura em torno de 11 meses e a relação entre a mãe e o filhote é única. Um estudo recente mostrou que eles conseguem se comunicar de forma silenciosa para evitar encontros ou conseguirem escapar de predadores e machos adultos.

Apesar da ausência de registros do momento do nascimento, observações de filhotes nadando com as mães são comuns. Eles são vistos frequentemente em repouso, com a mãe parada entre 5 e 15 metros de profundidade com o filhote logo abaixo.

Durante o primeiro ano, a nutrição do filhote se dá basicamente pelo leite materno e a amamentação acontece em movimento ou estacionária. E o aprendizado dos principais movimentos, como saltos e a rebatida com a cauda, acontece nesse período da vida, por imitação.

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